Breve história da Alvenaria.

As construções em alvenaria são as mais antigas e mais usadas em todo o mundo. Não se conhece o ano preciso da sua utilização, mas vários especialistas apontam que este segmento de construção se desenvolveu no “Oriente Médio” entre 8000 a 4000 a.C. utilizando vários materiais como o Adobe, mistura homogênea de diversos componentes, como água, areia, argila e fibras naturais, prensados artesanalmente em moldes, ou o Barro queimado, desenvolvido pelos Assírios, que queimavam a argila em altas temperaturas para a tornar mais dura e forte e não se dissolver quando exposta à água.

Foi utilizado também pelos egípcios, Argila seca ao sol, na construção das primeiras pirâmides há cerca de 6 mil anos. Na construção das pirâmides mais famosas, entre 3700 a 3550 a.C. utilizaram-se blocos de arenito com uma impressionante tecnologia empregada nesses projetos.

Nas construções gregas, entre os séculos 447 a 432 a.C. o tipo de alvenaria mais utilizada eram as Pedras talhadas, usando principalmente o mármore. A alvenaria romana utilizava nas suas construções, finos tijolos de barro “colados” com argamassa de alta concentração de sílica, adicionada a um material de origem vulcânica e normalmente revestidos de mármore.

Um dos grandes ícones da construção em alvenaria, denominada como a maior estrutura militar de defesa, é a Muralha da China com perto de 9.000 quilómetros de comprimento edificada entre 220 e 206 a.C cujos materiais mais utilizados foram a pedra e barro de argila queimado.

Com base nestes conhecimentos e aliados à evolução da tecnologia e a um design mais sofisticado, a construção em alvenaria conhece agora novos modelos matemáticos de cálculos e programas de arquitetura e engenharia, que permitiram a criação de novos materiais e novas tecnologias de construção. A Alvenaria dos tempos atuais é um tipo de construção que utiliza pedras, tijolos ou blocos unidos por argamassa. O objetivo é oferecer resistência, vedar espaços e fornecer proteção acústica e térmica para a edificação.

 

Portugal exportou durante muitos anos, mão de obra especializada para diversos países da Europa e estima-se que há cerca de 300 mil portugueses a trabalhar na construção civil em países como o Reino Unido, França, Espanha, Alemanha e Luxemburgo. Este número de profissionais qualificados a trabalhar fora do país é prova evidente da competência e qualidade dos nossos construtores.